Cuide do coração: a hora é agora

Por Roberto Trindade – Coordenador do Núcleo de Educação Física e Esportes e Instrutor de Primeiros Socorros pelo Rescue Training Internacional 

42-21523679No Brasil, morrem anualmente cerca de 500 mil pessoas, vítimas de parada cardiorrespiratória. Isso equivale a uma morte a cada 32 segundos, ou à queda de cinco aviões Jumbo, todos os dias. A maior parte dessas vítimas morre antes de chegar ao hospital; outros tantos, durante a fase inicial da hospitalização.

A parada cardiorrespiratória é a interrupção súbita da atividade cardíaca útil e eficiente, e da respiração. Em adultos, as doenças coronarianas são a principal causa de óbito por parada cardíaca. Trata-se de doenças causadas pelo fechamento progressivo dos vasos sanguíneos; têm início na infância, mas se manifestam apenas nos adultos. Suas principais manifestações são o derrame cerebral, o infarto do miocárdio, a hipertensão arterial e insuficiência cardíaca.

Em relatório divulgado em maio, em Genebra, a Organização Mundial de Saúde (OMS) previu que, até 2020, os problemas cardíacos serão a principal causa mortis no mundo. A OMS acredita que a prevenção é a chave para reduzir esses números alarmantes.  Veja quais são os fatores de risco:

Hereditariedade – Quem tem parentes com doenças cardíacas deve redobrar os cuidados. Mas reduzir os outros fatores de risco ajuda a contrabalançar a herança genética.

Idade – À medida que se envelhece o desgaste do sistema cardiovascular aumenta o risco de ataque cardíaco. Esse fator de risco também pode ser reduzido, modificando-se os demais indicadores.

Tabagismo – A fumaça do cigarro contém gases letais, como o monóxido de carbono, que prejudica a absorção de oxigênio. O coração passa a trabalhar com menos oxigênio, sobrecarregando-se. O cigarro também favorece a agregação de partículas do sangue responsáveis pela coagulação; acelera a formação de um coágulo, que termina por fechar as artérias já obstruídas pela gordura. Quem fuma mais de 20 cigarros por dia tem uma possibilidade quatro vezes maior de sofrer problemas cardíacos.

Hipersão arterial – Ela ocorre quando a pressão arterial é igual ou superior a 140x90mm HG. A pressão maior sobre as artérias e o coração provoca dificuldades à circulação do sangue. O risco é maior quando a hipertensão está associada a outros fatores de risco – obesidade ou tabagismo. O controle da pressão alta – com acompanhamento médico e reduzindo a ingestão de sal e bebidas alcoólicas – pode evitar o infarto, a insuficiência cardíaca, o derrame cerebral e danos renais. É importante lembrar que cerca de 80% das pessoas com hipertensão arterial não apresentam sintomas.

Estresse – O corpo produz uma série de hormônios que o preparam para agir em situações de perigo. Quando esses hormônios são produzidos continuamente, reduzem a eficiência do sistema imunológico. O estresse pode, ainda, gerar espasmos nas artérias, levando á morte súbita. Irritabilidade, insônia, redução da capacidade produtiva podem ser um alerta. Procure ajuda profissional.

Dieta e colesterol – O colesterol é uma forma de gordura presente em alguns alimentos de origem animal. Cheque seus níveis de colesterol e saiba quais são os números ideais para sua idade e condição geral. Taxas elevadas de colesterol são as maiores responsáveis pela formação de ateromas, que se depositam nas artérias, produzindo a aterosclerose. Dê preferência a uma dieta à base de carnes magras e cereais.

Diabete – A diabete caracteriza-se pela produção deficiente de insulina, responsável pela conversão do açúcar em energia, em nosso organismo. O excesso de açúcar no sangue favorece o acúmulo de gorduras, depositadas nas paredes arteriais. O diagnóstico precoce e um tratamento adequado ajudam a reduzir o risco.

Obesidade – A pessoa obesa tem pressão arterial mais elevada, alteração no colesterol e maior tendência à diabetes. O controle de peso diminui em 40% o risco de infarto, angina e derrame cerebral.

Falta de exercícios – O sedentarismo é um dos maiores problemas mundiais de saúde. Meia hora de exercícios aeróbicos, feitos sob orientação de um profissional, três vezes por semana, ajudam a aumentar a força do músculo cardíaco, a controlar as taxas de colesterol e a dissipar hormônios gerados pelo estresse.

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